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Eletronegatividade, Eletropositividade e Raio Atômico

Quando falamos em eletronegatividade, estamos falando em um processo químico. Para entender um pouco melhor deste fenômeno, é importante que o aluno se recorde do modelo atômico, lembrando que existe um núcleo positivo circundado por uma eletrosfera negativa. Lembrando um pouco das leis da física, sabemos que a força elétrica entre dois corpos é diretamente proporcional à carga e inversamente proporcional à distância ao quadrado. Traduzindo: quanto mais carga um corpo tem, mais ele atrai ou repele outro corpo e, quanto mais longe ele está, menos ele conseguirá atrair.

Uma medida qualitativa da ionicidade de uma ligação química é fornecida por meio de uma escala de eletronegatividade, uma propriedade periódica que mede a tendência de um átomo, em uma ligação química, de atrair elétrons. Esta escala foi inicialmente proposta por Linus Pauling como resultado de seus estudos sobre energias de ligação. Posteriormente Mullikan definiu numericamente a eletronegatividade E em termos da energia de ionização I e da afinidade eletrônica A mediante uma equação.

Em uma ligação entre dois átomos o átomo com maior eletronegatividade será o ânion. A diferença entre as eletronegatividades dos dois átomos é uma medida da ionicidade da ligação, e se este valor superar a 1,7eV a ligação será puramente iônica e não apresentará caráter covalente.

 

Quando falamos em eletropositividade estamos falando em um fenômeno químico que está diretamente relacionado a eletronegatividade, e diz respeito a troca de energia entre um ou mais átomos. Diferentemente da eletronegatividade, a eletropositividade, que também pode ser chamada de propriedade metálica, é definida pelos estudiosos de química como sendo uma propriedade periódica. Esta propriedade diz respeito a capacidade que alguns átomos tem de perder elétrons quando entra em contato com outros átomos.

Os valores da eletropositivade são determinados quando os átomos estão combinados. Por isso, para os gases nobres, que em condições normais são inertes, não apresentam valor de eletropositividade.

A eletropositividade de um átomo está intimamente relacionada com o seu raio atômico. Assim:

Quanto menor o raio atômico, maior a atração que o núcleo do átomo exerce sobre o elétron que vai adquirir, portanto menor a sua eletropositividade. Como consequência, esta propriedade tende a crescer na tabela periódica:

Nos períodos: a eletropositividade cresce da direita para a esquerda,

Nas famílias: a eletropositividade cresce de cima para baixo.

Concluindo-se que o elemento mais eletropositivo da tabela é o frâncio.

 

A definição de raio atômico diz que para chegarmos ao calculo do raio atômico poderemos chegar também a distância entre o centro dos átomos e os limites da sua eletrosfera. Da mesma forma como se calcula um raio de qualquer circunferência, quando para se calcular este raio basta pegar um ponto no centro do átomo e ligar a qualquer outro ponto. Ao contrário do que muitos pensam quando começam a calcular o raio atômico, ele nunca vai depender do peso do átomo, pelo menos não exclusivamente.

Devido a dificuldade em obter-se o raio de átomos isolados determina-se ( através de raio X ) a distância entre os núcleos de dois átomos ligados do mesmo elemento, no estado sólido. O raio atômico será a média da distância calculada.

Energia ou potencial de ionização é a energia mínima requerida para arrancar um elétron de um átomo. Em uma família cresce de cima para baixo, a medida em que as camadas eletrônicas aumentam, sendo o elétron menos atraído pelo núcleo. No período, cresce da direta para a esquerda, acompanhando o crescimento do número atômico (Z), o que faz a camada de valência ficar mais próxima do núcleo.

O raio atômico está, também, intrinsecamente ligado à propriedade periódica da eletronegatividade. Pois, quanto maior essa propriedade, com maior força o núcleo atrai a eletrosfera e menor é o raio.

De forma análoga, quanto maior o raio atômico, menor o potencial de ionização  – já que a eletrosfera não é tão fortemente atraída pelo núcleo e o elétron de valência pode ser removido com mais facilidade; e menor a afinidade eletrônica – pois, com menos força de atração sobre a eletrosfera, uma menor quantidade de energia é liberada ao recebimento de um elétron.

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